quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Bruno Behrendt - "A porta pequenina" (NATAL)







"A PORTA PEQUENINA"

Aquele, porém, que entra pela porta, esse é pastor das ovelhas.

João 10:2

Tenham pena de mim, pois sofro a pressão impertinente, embora amável, da redatora para que faça a minha contribuição ao BRADO DE GUERRA de Natal. Pobre de mim, pois agora no mês de agosto, nada beneficia minha mente. Estamos ainda distantes demais da comemoração desta data magna da cristandade para valer-me da atmosfera festiva do Natal.
Mas na minha procura aflitiva uma poetisa vem em meu socorro - Helen Slack Wiekenden. Ela refere-se no seu poema à "Porta Pequenina" lá de Belém pela qual Jesus entrou ao vir ao mundo.
A "porta pequenina" da estrebaria foi tão humilde para que os sábios e os pobres pudessem penetrar por ela para adorar a Jesus!
Uma "porta pequenina", servindo de passagem para os animais, abriu-se para um Rei! E, tanto os humildes pastores, como os magos, cientistas famosos daquela época, entraram por ela para contemplar algo sublime.
E a poetisa afirma: "Esta porta pequenina continua aberta para quem quiser passar por ela".
E aqui está meu tema. Trata-se de um problema cruciante, motivo de grande preocupação dos líderes religiosos.
Em uma das terras do norte da Europa, onde o inverno rigoroso exige o uso de pesadas capas e peles, um casal convidou muitos parentes e amigos para uma festa de júbilo pelo nascimento do filho.
Um por um, os radiantes convidados entraram pela porta e, tirando as capas pesadas, as amontoaram numa cama perto da entrada.
Mais tarde a mãe descobriu que os alegres, mas imprudentes visitantes haviam colocado suas roupas por cima do ente querido, asfixiando-o. Estava morto o motivo da festa. Que tragédia!
É exatamente o que está acontecendo nos dias festivos de Natal. O Menino Jesus está esquecido!
Há muitas portas que se abrem em dezembro. As portas das lojas convidam a multidão apressada e agitada para entrar e adquirir os múltiplos produtos da indústria, os vestidos modernos vindos das capitais da moda, Paris ou Londres, os finíssimos chocolates e doces, os enfeites cintilantes para a árvore de Natal, brinquedos e muitas outras coisas.
Abre-se a porta das sociedades desportistas e recreativas para as famílias, oferecendo divertimento e passatempo de toda a sorte.
Abre-se o portal luxuoso dos palácios cinematográficos, das boites, para oferecer aos visitantes espetáculos excitantes e muitas vezes também degradantes.
Abre-se a porta dos lares para receber a visita de parentes e amigos. Conversa-se de tudo, menos do Príncipe da Paz.
E com quanta expectativa aguardam os filhos para que se abra a porta da sala, onde os pais se encontram misteriosamente atarefados, decorando a árvore de Natal e organizando os lindos presentes. Mas, onde está a instrução sobre a preciosa dádiva de Deus?
E em muitas partes há filas e filas de gente pobre que deseja receber seu pacote  de Natal, que mãos carinhosas preparam para minorar seus sofrimentos, pelo menos nesta data, por alguns dias... mas não se lembram de encher também a alma com a presença real de Cristo.
Ah! quantas portas!
É de temer que de tantas fique esquecida a "pequenina porta", pela qual entrou neste mundo cheio de sofrimento o "Pastor das ovelhas", o Salvador Jesus.
O Natal materialista matou o Menino Jesus.
Que este Natal seja diferente!
Leia aos seus familiares a linda história do nascimento de Cristo.
Entra tu, querido leitor, pela "porta pequenina" e faze entrar também teus queridos, para que contemplem o milagre - que Deus Se fez Homem para redimir os homens, reconciliando-os Consigo Mesmo.

Coronel Bruno Behrendt
Chefe Territorial

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Neste mês de dezembro o meu blog "baú de fotografias" mostrará fotos natalinas do Exército de Salvação antigo.
Acesse-o:

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2 comentários:

  1. Que mensagem maravilhosa e edificante. A presença de Jesus há muito vem sendo esquecida, pois a referência maior é o Papai Noel e os presentes... :( Eu mesma acho que se for para enfeitar uma casa para lembrar o Natal, deveria colocar um presépio e não uma árvore de natal. Pois o motivo do Natal são os povos darem as mãos e celebrar o nascimento do nosso salvador. Um abraço.

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  2. Lindo também teu comentário, Luciana!

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